ALOPECIA PÓS-TOSA

 

 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apesar de frustrante, a Alopecia Pós-Tosa acaba se resolvendo sozinha. Alguns animais podem demorar quase 2 anos para voltar a apresentar o crescimento normal. Neste interim, os pelos podem crescer em ritmos diferentes, tornando a pelagem irregular, o que geralmente leva a novas tosas e a continuidade do problema.

 

É importante aqui desmistificarmos o uso de  máquina de tosa x tesoura e a altura da tosa: qualquer tosa que alterar o isolamento térmico da pele, seja feita com máquina ou tesoura, pode causar a Alopecia Pós-Tosa; claro que quanto mais curto o pelo mais prejudicado é o isolamento térmico e maior a possibilidade de causar a Alopecia Pós-Tosa. Mesmo animais que foram tosados múltiplas vezes no passado com crescimento normal pós-tosa podem eventualmente apresentar o problema (possivelmente pela fase de crescimento em que a maioria dos pelos se encontrar quando a tosa for realizada).

 

Várias endocrinopatias podem contribuir para o retardamento do crescimento capilar – assim é sempre importante descartar outras doenças de base, como Hipotireoidismo, Hiperadrenocorticismo e Alopecia X (entre outros) - QUE GERALMENTE VÃO TAMBÉM IMPEDIR O CRESCIMENTO DE PELOS TOSADOS! Um Médico Veterinário Endocrinologista ou Dermatologista experiente pode fazer o diagnóstico da Alopecia Pós-Tosa (que é clínico, mas que pode contar com alguns exames, como biópsia de pele e exames hormonais, para confirmar o problema e descartar outras causas de base).

 

Há uma forma eficiente de evitar a Alopecia Pós-Tosa: evite tosar exemplares destas raças ou restrinja a tosa apenas à porção final dos pelos primários (mais longos), SEMPRE POUPANDO O SUB-PE

Usualmente a Alopecia Pós-Tosa afeta raças nórdicas e primitivas, como Spitzen Alemães, Huskies Siberianos, Malamutes do Alaska, Samoiedas, Chow Chows, etc... Estas raças tem uma fase telógena prolongada (fase final, estacionária, do crescimento do pelo), que possivelmente evoluiu com o objetivo de poupar energia em climas de frio extremo (assim estas raças não teriam que trocar a pelagem constantemente, ou manter um ritmo de crescimento piloso constante, uma desvantagem em climas extremos). Somado a isto, este tipo de pelagem se desenvolveu para manter a temperatura elevada próxima à pele; quando ocorre a tosa este isolamento térmico – o qual a pele destas raças foi desenvolvida para ter – é perdido, podendo causar a interrupção do crescimento piloso – assim a pele e o folículo piloso, expostos a baixas temperaturas a que estas raças não são naturalmente habituadas, pode entrar na fase telógena, sendo que o início da fase anágena (crescimento inicial e rápido) fica postergada, por vezes por mais de ano.

Endocrinologia

Veterinária.com 

M.V. MSc.
Alexandre Bastos Baptista

 

 

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