ALOPECIA X - mitos e verdades

 

 

 

 

 

 

1- "A Alopecia X só ocorre em Pomerânias (Spitz Alemão) do tipo ursinho" 

- MITO: ocorre em todos os "tipos" de pomerânias; o que acontece é que as linhagens brasileiras mais antigas (todas do tipo "raposa"), derivadas de importações que ocorreram nos anos 30, não apresentavam a doença mas, com a importação de pomerânias nas últimas décadas e consequente mistura, atualmente vemos casos em todas as linhagens e nos diferentes tipos.

 

2- "O criador XXXXXXXX usa um shampoo (ou produto tópico) que resolve"

- MITO: shampoos, hidratação, proteção solar são sim importantes enquanto COADJUVANTES do tratamento, mas a base da Alopecia X é hormonal e portanto só medicamentos que agem diretamente no balanço hormonal (adrenal) podem resolver o problema.

 

3- "O criador fica reproduzindo cães com a doença, por isso meu cão está apresentando a Alopecia"

- MITO: a Alopecia X tem sim base hereditária mas a transmissão genética não é simples - muitas vezes cães alopécicos tem ancestrais de diversas gerações não afetados. Apesar de se acreditar na base genética e portanto hereditária da doença os principais genes suspeitos até o momento foram descartados em pesquisas recentes. Estamos aguardando novas pesquisas que possam esclarecer quais os genes envolvidos e possivelmente introduzir marcadores que possam ser testados (ou seja, se um indivíduo saudável poderá transmitir o problema). Atualmente não se recomenda a reprodução de indivíduos afetados ou repetição de acasalamentos de indivíduos saudáveis que já tenham gerado indivíduos afetados.

 

4- "Os filhotes mais lindos e peludos são os que desenvolvem o problema"

- VERDADE: uma das características da Alopecia X é que os indivíduos afetados não apresentam a primeira muda de pelagem, que em geral é drástica e ocorre em torno dos 4/5 meses de idade, o que os deixam  filhotes e adolescentes muito mais peludos que o usual.

 

5- "Não há exame que possa diagnosticar o problema"

- MEIO MITO/MEIA VERDADE: o diagnóstico é clínico (ou seja, através do exame físico realizado por Médico Veterinário com conhecimento específico sobre a doença), onde a textura da pelagem, histórico da evolução do problema e características da alopecia são avaliados. Muitos dos cães com Alopecia X apresentam sim alteração hormonal adrenal detectável por exame específico. Eventualmente, no caso de dúvida, pode ser pedido exame para descartar outro problema hormonal e mesmo biópsia, mas geralmente um endocrinologista com experiência sobre a doença dificilmente terá dúvida. 

 

6- "A doença não tem tratamento"

- MITO: atualmente temos sim tratamento hormonal que funciona em cerca de 80% dos casos. Novos tratamentos, também eficazes, estarão em breve disponíveis.

 

7- "Só machos são afetados - se eu comprar uma fêmea não terei este problema"

- MITO: fêmeas são sim afetadas, apenas em proporção menor que machos.

 

8- " A tosa pode causar a Alopecia X"

- MITO: a tosa em Pomerânias pode causar outra condição denominada Alopecia pós-tosa - esta difere da Alopecia X pois consiste no retardo do (re) crescimento da pelagem tosada, em alguns casos demorando até um ano e meio para normalizar. O que ocorre é que cães com Alopecia X, se tosados, também não voltarão a apresentar crescimento normal da pelagem, mas isto não se resolverá com o tempo.

 

 

Saiba mais sobre a doença na página sobre Alopecia X.

 

 

Endocrinologia

Veterinária.com 

M.V. MSc.
Alexandre Bastos Baptista

 

 

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