

EndocrinoDerm
M.V. MSc. Alexandre Bastos Baptista & M.V. Rafaela Nunes
Tratamento especializado da queda de pelo patológica
Alopecia X e outras alopecias do Spitz Alemão
- Dermatopatias e Endocrinopatias -
Ética, Ciência e Inovação
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ATENDIMENTO PRESENCIAL E ONLINE
Alopecia X
(Queda de pelo patológica, hereditária e genética, que afeta principalmente a raça Spitz Alemão/Lulu da Pomerânia)
Afinal o que é, qual a evolução, causas e o tratamento desta alopecia que afeta primariamente a raça Spitz Alemão (Lulu da Pomerânia), mas também outras raças nórdicas - Samoieda, Chow Chow, Husky Siberiano, Malamute do Alasca - e Poodles

Importei o cão a direita dos EUA, já Campeão Americano. Em campanha bem sucedida no Brasil, e uma ninhada nascida, a pelagem do corpo começou a cair, até que todo o tronco ficou absolutamente alopécico, pele hiperpigmentada e atrófica, mantendo a pelagem apenas nas patas e cabeça. O ano era 1997 e foi o meu primeiro contato com a Alopecia X - na época pouco conhecida e sem nenhum tratamento eficaz conhecido. Muito evoluímos nestes 30 anos - atualmente nós conseguimos reverter a perda de pelo em 85% dos Pacientes.
Neste artigo e nos próximos falaremos mais sobre a Alopecia X (originalmente conhecida como Black Skin Disease), que atualmente incide em aproximadamente 15% dos exemplares da raça Pomerânia (Spitz Alemão)!



CARACTERÍSTICAS
A Alopecia X afeta principalmente cães da raça Spitz Alemão, mas também está presente em outras raças "nórdicas", como Huskies Siberianos, Malamutes do Alaska, Chow Chows Samoiedas e Keeshonden e, em menor proporção, em poodles toy e miniatura.
Os filhotes apresentam pelagem exuberante (pois geralmente não realizam a primeira muda aos 4 meses), e nos exemplares laranjas mais claros, pode-se perceber, em geral, sub-pelo acinzentado no tronco. Entre 8 meses e 5 anos (em geral no 1o ou 2o ano de vida) os cães afetados apresentam alteração na textura do pelo, que fica lanoso e áspero e começa a apresentar falhas, em geral nas porções caudais dos membros posteriores ("culotes"), se estendendo para a região perineal e podendo atingir toda a região truncal (poupando apenas cabeça e membros). A pele, exposta aos raios UV, adquire coloração escura em muitos exemplares (daí o nome Black Skin Disease) e é caracteristicamente distrófica, apresentando-se muito ressecada. Apesar da semelhança com estádios avançados do Hipercortisolismo, a Alopecia X não apresenta outras manifestações clínicas além da alopecia em si, sendo portanto um problema com consequências dermatológicas e não sistêmicas.
ETIOLOGIA
A Alopecia X é uma afecção hereditária. 47 genes - principalmente relacionados ao ciclo do pelo, metabolismo da melatonina e receptores de estrógeno (na pele) - já foram verificados como alterados (mutados) em Pomerânias com Alopecia X.
DIAGNÓSTICO
O diagnóstico é principalmente clínico, sobretudo em cães da raça Spitz Alemão com idade condizente (8 meses a 5 anos) e sem outras manifestações além da dermatológica. Na nossa prática utilizamos o exame dermatoscópico da pele e a tricoscopia do pelo - estes exames não são invasivos, estão incluídos na consulta e são auxiliares diagnósticos fundamentais!
É fundamental descartar outros problemas dermatológicos (como Demodex) e hormonais (como o hipotireoidismo, o hipercortisolismo e o hiperestrogenismo, que pode ter manifestações semelhantes), caso haja dúvidas dobre o diagnóstico.
TRATAMENTO
Temos vários tratamentos possíveis. Desenvolvemos protocolos tópicos, orais, nutricionais, muitas vezes combinados, que nos dão as maiores chances de sucesso! Atualmente conseguimos o recrescimento piloso em cerca de 85% dos Pacientes.
Nas páginas seguintes vc encontrará informações sobre o TRATAMENTO ORAL PARA ALOPECIA X .
O mais moderno tratamento - e com as maiores chances de sucesso, é o MICROAGULHAMENTO. Vc poderá ler a respeito nos artigos seguintes, iniciando pela página Microagulhamento. (link).
EVOLUÇÃO DA ALOPECIA X:


ALOPECIA – APENAS UM PROBLEMA ESTÉTICO?
Sempre se fala que a Alopecia X é mais que nada um problema apenas estético. Será?
Qdo falamos de dermatoses endócrinas em geral temos quadros complicados, que afetam o organismo como um todo. Isto não acontece com a Alopecia X, em que a única manifestação da doença é a queda progressiva de pelos. Entretanto temos que considerar que a pele e a pelagem dos cães tem diversas funções: proteção, termorregulação, etc..
Quando um cão sofre de Alopecia X o corpo acaba perdendo a proteção natural que a pele oferece. Diferente de nós – primatas pelados – a pele dos cães não evoluiu para ficar exposta. As consequências possíveis são diversas: hiperqueratose (pele sofre um processo de engrossamento), ressecamento e seborreia, infecções oportunistas e, o principal, maior risco de desenvolvimento de câncer de pele (que pode ser tão agressivo e perigoso quanto em humanos).
Fora os problemas de saúde associados, há um maior estresse térmico devido às variações de temperatura, pois é perdido o isolamento térmico que a pelagem proporciona e a proteção contra o aquecimento solar – assim o animal sofre mais tanto com frio quanto calor.
Cães alopécicos devem, caso os tratamentos não tenham sido bem sucedidos, receber cuidado diário para a pele exposta, o que envolve banhos frequentes, hidratação, proteção solar e uso de roupas, visando a proteção e conforto. Qquer alteração na pele; pintas, feridinhas, machucados que não cicatrizam, coceira, etc., devem ser causas de preocupação e necessitam de avaliação por um Médico Veterinário.




